O Terceiro Setor vem atravessando os últimos anos com desafios acentuados, reverberando mudanças profundas para todas as organizações da sociedade civil (OSCs), especialmente para as instituições de longa permanência para pessoas idosas (ILPIs) privadas sem fins lucrativos. O ano de 2026 pede novos olhares e posturas mais cautelosas. Resiliência, criatividade e discernimento nunca foram tão necessários como agora.
Nova realidade institucional e o peso das mudanças.
No início do ano, consultorias como a Previner já sinalizavam para seu público sobre o cenário desafiador. A experiência de mais de 16 anos de atuação, aliada ao suporte técnico e jurídico às ILPIs de todas as naturezas, permitiu antever o que especialistas agora confirma: 2026 não é um ano comum para o Terceiro Setor.
“Cautela e preparação técnica são o novo normal.”
O impacto da reforma tributária nas entidades beneficentes.
Uma das novidades que mais inquieta gestores é a reforma tributária aprovada em dezembro de 2025. O Brasil vive um processo de simplificação dos tributos nacionais, estaduais e municipais, com profundas consequências práticas. O tradicional ISS (imposto municipal) e ICMS (estadual) deixam de existir, ambos substituídos pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), com alíquota estimada em cerca de 18,7%. Em paralelo, PIS e COFINS se fundem na CBS, com incidência de 9,3%.
Especialistas apontam que a Lei Complementar nº 224/2025 inaugura um ciclo de rigor documental inédito, impondo às ILPIs revisão estrutural de centros de custos, plano de contas e procedimentos internos. O detalhamento e a transparência nas demonstrações financeiras viram prioridade, obrigando entidades a repensar não só práticas contábeis, mas seus próprios estatutos sociais.
É nesse contexto que consultorias como a Previner se destacam, auxiliando entidades a construir um ambiente institucional adequado ao novo ordenamento jurídico e às exigências do controle social e fiscalizatório.
Transparência e compliance: o novo padrão.
O princípio da publicidade, ou seja, da transparência institucional, exige que gestores tratem sua contabilidade como instrumento de defesa, e não apenas ferramenta operacional. Não se trata apenas de evitar problemas fiscais, mas de alinhar discurso e realidade: aquilo que se apresenta publicamente deve corresponder aos números informados e ao funcionamento prático da instituição.
O não cumprimento dessas exigências pode aumentar os riscos de questionamentos do Fisco. Por isso, ganha força a implantação de um Programa Permanente de Compliance (PPC), que envolve procedimentos contínuos de integridade institucional.
- Revisão de estatutos sociais;
- Demonstrações contábeis completas;
- Métodos transparentes de apuração de resultados;
- Fortalecimento de controles internos;
- Centros de custos e planos de contas (rubricas contábeis) detalhados.
Essas são medidas que deixam de ser diferenciais e passam a ser condições para a sobrevivência institucional. A profissionalização da governança e a melhoria da contabilidade são decisões inadiáveis.
Recursos governamentais: cada vez mais escassos.
Com as alterações tributárias mexendo drasticamente com orçamentos estaduais e municipais, entidades beneficentes percebem queda nos repasses e maior dificuldade de cofinanciamento público. Esse quadro força ILPIs e OSCs a planejarem a captação de receitas de fontes privadas e exploração de negócios sociais como vias de sustentabilidade.
Panorama do acesso digital e oportunidades.
Apesar dos desafios financeiros, a transformação digital avança no setor: pesquisa do Cetic.br revelou que 82% das organizações sem fins lucrativos brasileiras já usam internet, avanço notável frente aos 71% em 2016. Mesmo assim, há um abismo: 18% ainda seguem desconectadas, com destaque negativo para as pequenas entidades engajadas em direitos e desenvolvimento social (pesquisa do Cetic.br).
- Organização digital simplifica a prestação de contas
- Facilita acesso a editais e financiadores
- Amplia transparência e visibilidade social
Segmentos mais impactados e dilemas emergentes.
Estudo recente da Sitawi e Fipe mostra que o terceiro setor corresponde a 4,27% do PIB brasileiro, liderado por saúde (42,3%) e educação (17,9%), juntos, ultrapassando 60% do total (estudo da Sitawi e Fipe).
No entanto, essas áreas também sentem mais fortemente as oscilações no financiamento e as novas exigências técnicas. Para ILPIs, a conjuntura traz ainda mais riscos: cada vez menos recursos, mais burocracia e aumento da insegurança jurídica, fatores que tornam amadorismo e improviso escolhas perigosas.
Especialistas como Dr. Cláudio Stucchi, CEO da Previner Consultoria, afirmam: "O simples fato de não distribuir lucros deixou de ser proteção tributária automática." Agora, é indispensável comprovar sérios mecanismos de governança, compliance e transparência para manter isenções e atendimentos gratuitos.
Além disso, muitas ILPIs precisam ajustar seu quadro de profissionais, atualizar documentos obrigatórios e dentre outras necessidades emergem:
- Gestão documental rigorosa;
- Revisão de contratos e regimento interno;
- Estatuto social ajustado;
- Adequação à LGPD para sistema de câmeras;
- Plano de Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa.
Esses critérios, frequentemente negligenciados, agora determinam o acesso a incentivos e a própria sobrevivência institucional.
Conclusão: agir agora é questão de sobrevivência.
O cenário difícil é também um convite à profissionalização, à busca de serviços de consultoria experientes e ao compromisso com integridade e resultados transparentes. A capacitação constante e a revisão de processos internos deixaram de ser opcionais. Para ILPIs e OSCs que desejam seguir relevantes, mais do que resistir, é hora de repensar o propósito e inovar nas soluções. Com apoio técnico-jurídico e digital integrado, como o modelo oferecido pela Previner Consultoria, manter-se à frente das mudanças não precisa ser um peso insuportável, mas a chance de garantir dignidade e sustentabilidade institucional. Mais sobre ferramentas de gestão setorial podem ser conhecidas em nossa categoria de gestão (gestão ILPI)
Prepare sua instituição para esse cenário. Conheça melhor os serviços e soluções personalizadas da Previner Consultoria em nosso site oficial.
Perguntas frequentes sobre o Terceiro Setor.
O que é o Terceiro Setor?
O Terceiro Setor reúne organizações sem fins lucrativos dedicadas a atividades de interesse social e coletivo, atuando em áreas como saúde, educação, assistência social, cultura e meio ambiente. Elas complementam ou suprem ações que o poder público e o setor privado nem sempre contemplam.
Quais são os maiores desafios atuais?
O principal desafio em 2026 é a adaptação às exigências da nova legislação tributária e ao rigor documental. Além disso, há redução dos recursos públicos, aumento da necessidade de profissionalização da gestão e da transparência, além dos impactos da transformação digital, que diferencia quem investe em tecnologia e quem segue à margem do acesso.
Como captar recursos em 2026?
A captação depende de estratégias diversificadas: acesso a editais públicos, parcerias com setor privado, campanhas digitais e desenvolvimento de negócios sociais. É fundamental ter documentação em dia, transparência contábil e presença digital para aumentar as chances de aprovação e atrair financiadores.
Vale a pena criar uma ONG hoje?
Sim, desde que haja planejamento, conhecimento das obrigações legais e financeiro-contábeis e clareza de propósito. O contexto é desafiador, mas entidades bem estruturadas e alinhadas a boas práticas de governança e compliance podem fazer diferença real na sociedade.
Como acessar incentivos fiscais disponíveis?
Para acessar incentivos fiscais, OSCs e ILPIs devem atender rigorosos requisitos legais, apresentando documentação detalhada e transparência financeira. Programas de certificação filantrópica como o CEBAS devem ser buscados, mantendo todos os controles atualizados e contando com suporte especializado, como o da Previner Consultoria.